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O brasileiro é, antes de tudo, um forte

junho 30, 2010

Um brasileiro que já assistiu, in loco, a 3 títulos e 8 fracassos
Mas, meu querido, você perguntou como foi a minha primeira Copa. Vou te contar. Fomos de Kombi de Nova Iguaçu a Viña del Mar, eu e cinco amigos. Me lembro como se fosse hoje: todos os dias estávamos no treino da seleção, em Quilpué. Tenho foto com Zagallo, com Didi. O Aymoré Moreira, que era o técnico, vinha na beirada do campo conversar. Na antevéspera da final, encontrei o Garrincha circulando pelo saguão do hotel. Estavam também por ali o Lucho Gatica, aquele cantor de bolero, e a senhora dele, de quem jamais esqueci os olhos. Rapaz, uns olhos acinzentados, eu nunca tinha visto um negócio daquele. Mas tinha a história de que o Garrincha estava com febre e talvez não jogasse a decisão. Aí eu fui lá perguntar:
– Então, Mané, tu vai jogar a final?
– Contra quem que é?
– Checoslováquia.
– Aqueles que usam o calção lá embaixo?
– Esses.
– Então eu vou. Contra o São Cristóvão, não gosto de ficar de fora.

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