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O mesmo Collor de sempre

agosto 3, 2010

Fernando Collor xinga jornalista da IstoÉ e diz que vai “meter a mão na sua cara”
O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) ligou para a redação da sucursal de Brasília (DF) da revista IstoÉ, na tarde desta quinta-feira (29), e ameaçou esbofetear o jornalista Hugo Marques por conta de uma nota na edição de 21 de julho sobre o pedido de impugnação da candidatura do político alagoano.
“Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a mão na sua cara, seu filho da puta”, vociferou Fernando Collor após explicar ao repórter o motivo de sua ligação.


Collor, o valentão
O valentão Collor cerrou o punho contra o jornalista porque, numa edição anterior, Marques ouviu a ex-mulher do senador, Rosane Malta, dizer entre outras coisas que o ex-marido sonegava impostos. Collor, qualificado por Rosane na entrevista como “prepotente e arrogante”, fica especialmente injuriado diante de jornalistas altivos e independentes.
Um ano atrás, ele cometeu um dos mais inacreditáveis discursos da história do Senado. Incomodado com um artigo do colunista da revista Veja Roberto Pompeu de Toledo, um dos mais respeitados profissionais da imprensa brasileira, Collor tomou o microfone para confessar ao país, em termos indecorosos, o que vinha fazendo: “Eu tenho obrado em sua cabeça nesses últimos dias, venho obrando, obrando, obrando em sua cabeça”.


Imposto de Renda de Collor é Ficção

ISTOÉ – Os carros importados entraram nessa divisão de bens?
Rosane – Não entrou carro nenhum. Ele tem um agora que vale R$ 3 milhões, uma Maserati. O que tenho é um Chrysler antigo que não funciona, os pneus estão carecas. Ando num Fiesta 2006. Nos Estados Unidos ficou uma Lamborghini e minha Porsche Carrera, último ano.

ISTOÉ – Como é para uma mulher que andava num Porsche ter que usar um Fiesta?
Rosane – Se eu falar que não é difícil estarei sendo hipócrita. O sofrimento não é pelo fato de você ter tido glamour e deixar de ter, o poder é efêmero, mas é você saber que dedicou a vida a uma pessoa. Quanto constrangimento passei. Em Araxá, uma pessoa jogou um prato de comida nele. Em São Paulo, uma mulher se levantou no restaurante e disse: “Meu marido morreu por causa de você.”

ISTOÉ – Os quadros estão na declaração de bens?
Rosane – Claro que não. Deveria, não é? Nem a compra e a venda da casa de Miami. A casa de São Paulo não está. O Imposto de Renda dele é uma coisa impressionante.

ISTOÉ – A sra. quer dizer que o Imposto de Renda dele é fictício?
Rosane – Com certeza. Não tenho a menor dúvida que é ficção.

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