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“O Rio contra o crime”

novembro 30, 2010

Cobertura triunfalista ou comunitária? Ambas

Por Alberto Dines

A mídia deve ser questionada? Sim. Deve ser criticada? Sim. Quando? Sempre. Mas nem sempre as críticas à mídia e os críticos da mídia estão livres de preconceitos, lugares-comuns, distorções. Ou simples mau humor.
Na operação policial-militar em curso no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, chamam a atenção dois textos sobre o desempenho dos meios de comunicação que vale a pena examinar como prova da imperiosa necessidade de manter ligado, de ponta a ponta, o processo crítico.
O desabafo de Luiz Eduardo Soares, postado em seu blog na quinta-feira (25/11), merece a precedência não apenas porque foi o primeiro a tentar um exame em profundidade da cobertura da liberação da Vila Cruzeiro, mas porque o currículo profissional, a figura e a autoridade moral do autor colocam-no num patamar que poucos têm condição de igualar.
Mas trata-se de um desabafo irritado, visivelmente magoado. Não devem lhe faltar razões, mas ao referir-se ao “pastiche midiático” e usar como gancho a edição do Jornal Nacional daquela noite, Soares generaliza, simplifica, desfoca e passa ao largo do esforço de uma legião de profissionais da imprensa – tanto na linha de frente como na retaguarda – enfiados numa guerra para a qual talvez não estivessem tecnicamente preparados mas que, como cidadãos, mantiveram-se afinados e entrosados com a sociedade à qual devem servir.

Mercado consumidor

Esta Batalha do Rio de Janeiro comprova que na mídia impressa apenas os semanários conseguem ser minimamente nacionais. Os três jornalões padecem da mesma origem paroquial: o Globo é um jornal carioca, popular, com nítida vibração vespertina enquanto a Folha e Estado conservam a mesma afetação dos barões do café e fascinam-se mais com a história dos rapazes de classe média que espancam transeuntes da Avenida Paulista do que com esta vitória do Estado de Direito contra o narcotráfico.
Como se a maior consumidora de cocaína do país não fosse a desvairada Paulicéia.


PS: No Twitter…

@gleicebueno by @xicosa
Não há polaridade (bandidos x polícia), porque o tráfico no Rio cresceu tendo a polícia como sócia – Luiz Eduardo Soares @ Roda Viva

One Comment leave one →
  1. Wank Carmo permalink
    dezembro 2, 2010 1:57 am

    Esse Dines é im parcial. Nunca vi esse cara comentar e condenar seus pares sionistas quando massacram o povo Palestino com humilhação, bomba, bala e fósforo branco. Esse é mais um intelectualóide protegido dentro da sua blindagem social, e que stá cagando para o povo que morre nas mãos da elite corrupta.

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