Skip to content

Será o “Trovão”?

dezembro 1, 2010

A íntegra do artigo de Sylvia Moretzsohn está em…

O jornalismo veste a camisa
Mais recentemente, entre maio e julho de 2007, uma aparatosa operação reuniu 1.350 homens das polícias militar e civil e soldados da Força Nacional de Segurança para nova asfixia, desta vez restrita ao Complexo do Alemão. O pretexto foi o assassinato de dois soldados do Batalhão de Rocha Miranda, mas é claro que se tratava de “limpar” pontos explosivos da cidade para os Jogos Pan-Americanos daquele ano. Na ocasião, a operação foi apresentada como “um ataque inovador”, um “marco no combate ao crime no Brasil” (revista Época, 28/6/2007), “um marco na luta contra a criminalidade”, apesar de sangrenta e de “todos os senões e suspeitas que deixou” (O Globo, editorial, 30/7/2007). O personagem-símbolo foi um policial que tem o hábito de fumar charuto após a missão cumprida: o inspetor Leonardo da Silva Torres, conhecido como “Trovão”, com cursos na Swat americana e no Centro de Inteligência da Marinha (antigo Cenimar, de trágica lembrança dos tempos da ditadura), cujo sonho – segundo declarou aos jornais – era atuar na Faixa de Gaza ou no Iraque.
Costuma-se falar em 19 mortos durante aquela ocupação. Não é verdade: este seria o número produzido no dia mais sangrento, 27 de junho. Pela sua magnitude, acabou associado ao total de mortes, que, entretanto, foram bem mais expressivas: segundo o relatório da Comissão de Direitos Humanos da OAB, teriam sido 44 mortos e 84 feridos, muitos deles sem armas nem antecedentes criminais.
Então, como hoje, as forças policiais-militares cantavam vitória sobre o tráfico. Se fosse verdade, não teria sido necessário retornar agora.

Pausa…
Será o Trovão? Clique na imagem…

Parece que a moda pegou. Siga clicando na imagem…

Continuando…

A “casa de luxo” do chefe do tráfico

O recurso à memória é importante como antídoto ao triunfalismo que costuma prevalecer nesse momento. “É um dia histórico para o Rio de Janeiro”, diz o apresentador da TV. “Os policiais estão vibrando”, afirma o comandante do Bope antes do início da invasão. Um correspondente estrangeiro quis saber, com seu portunhol claudicante, se aquilo era um guerra ou um operação policial. O comandante não teve dúvidas: “Em alguns locais, o combate a traficantes com armamento de guerra se assemelha a uma guerra de baixa intensidade. Mas não estou preocupado com rótulos, isso é coisa para quem vai estudar depois. Estou preocupado com a ação”.
Nada surpreende: homens de ação são adestrados para agir, pensar é coisa de intelectuais… ou de quem define as estratégias de ação. E, para isso, definir se vivemos ou não uma guerra é fundamental.
Mas questionar, quem há de? Pelo contrário, os jornalistas se congratulam com os policiais, desejam-lhes sorte, dão-lhes os parabéns. Excitam-se com a exibição de traficantes e suspeitos presos, demonstram indignação ao mostrar a “casa de luxo” onde vivia um dos chefes do tráfico no local, com banheira redonda de hidromassagem e uma cama-box (?!) na suíte, mais um pequeno terraço com piscina, piso imitando o desenho ondulado das pedras portuguesas de Copacabana (disponível em qualquer loja de material de construção) e ampla vista da… favela.

A diferença da “guerra” na área nobre

Chegar à Rocinha pode ser um problema. Há exatamente três anos, quando a polícia desencadeou uma operação sangrenta na favela da Coreia, em Senador Camará (Zona Oeste do Rio), deixando 12 mortos, o mesmo secretário comentou que “um tiro em Copacabana é uma coisa, na Coreia é outra”. Algum jornalista lembrará disto? Ou estarão todos imbuídos do espírito patriótico que substitui perguntas incômodas ou “inadequadas” pela pura e simples propaganda?

One Comment leave one →
  1. Wank Carmo permalink
    dezembro 2, 2010 1:39 am

    Vamos por parte…
    1- nenhum bandido tem ideologia;
    2- toda esta polícia está com o pé na corrupção e o tráfico a sustena;
    3- as ações militares não tem interesse em livrar a populção e causar um bem estar perene às populações cariocas;
    4- as açoes visam desestabilizar temporariamente o tráfico que abala a segurança dos negócios dos jogos e copa do mundo;
    5- depois da copa, os políticos como um todo irão aliviar a barra pois não deverão quere dar salários decentes aos policiais e nem aplicar o dinheiro do contribuinte devidamente em negros e nordestinos que ocupam a valas da exclusão;
    6- o tráfico e todo crime organizado irão voltar à tona porque os políticos sabem que, principalmente, as necesidades domésticas, locais da elite escória local, n~çao podem sobreviver somente com grana do PAC que é osso gordo e já tem cachorro gordo na espera;
    7- há policiais sérios dentro das coporraçõesque devem estar com náuseas deste sistema e deveriam se unir ao povo e acabara com a raça desta república porca;
    8- assim que acabar jogos e copa, o Brasil entrará numa recessão violenta, pois, terá que pagar a conta que nem a europa tem mais interesse em pagar, ou seja, as empreiteira levarão bilhões nesta história, o guetos de exclusão assitirão, o teatro armado pelo capital e estado e depois sentirá na pele a responsabilidade em nunca ter refletido que tráfico e estado precisam ser aniquilidados como um todo e não pela metade;
    9- não interessa se o cra usa ou não charuto. o fato é que este meganha não é herói e nem tem carater, pois, este, é filho da ditadura, e foi esta quem articulou, dentro da hsitória republicana, a separação: quem tem grana e poder escapa; quem é pobre e fodido, a pena máxima: penitenciárias cheias ou bala na cabeça;
    10- se o estado fosse sério, estaria caçando milicianos dento das coporações, pois é dentro dela que estão, tamb´me os nichos ideológicos macomunados com a exlusão social arquitetada em 64 e que perdura até hoje na era Lula/Dilmão;
    11- nunca vi, na história da humanidade, o mal perpetuar e não acredito que este mal republicano vingue mais duas décadas;;;;
    12- na minha opinião, fraficante e usuário deveriam estar juntos na mesma cela que o corrupto de Brasilia, Rio, Sampa, donos de boates – onde a classe mérdia, média alta e alta cheiram prá caralho – , milicianos, mídias, STF, empreiteiros modelo PAC e toda e qualquer escória desta porca sociedade;
    13- revoga-se todas as disposição em contrário!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: