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A transformadora Nair Benedicto

novembro 3, 2010

Aos 70 anos, a fotógrafa Nair Benedicto é uma das homenageadas do Prêmio Trip Transformadores 2010
Seu trabalho, reconhecido internacionalmente e ganhador de vários prêmios (como o 11º Prêmio Abril de Jornalismo, por foto publicada na Veja, e o prêmio Embratur, por retrato na revista Ícaro), explora o que ela acredita ser “o potencial transformador da fotografia”, provocando reações na sociedade ao expor suas cicatrizes. Sob a mira de suas lentes estão as minorias esquecidas. São índios e populações ribeirinhas, homossexuais, travestis, operários, assalariados, menores viciados, mulheres e homens oprimidos pelo interior do Brasil. Porém, as fotografias de Nair são um bálsamo ao olhar, tamanha delicadeza com que aborda as cruezas da vida. Integram os acervos do MoMA de Nova York, da Coleção Masp-Pirelli, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, entre outros.
O olhar de viés sensível, sempre enxergando poesia na dramaticidade, acompanha Nair desde o início da carreira, quando ela estudava comunicação na USP e na Faap e produzia vídeos sobre temas como a violência doméstica contra a mulher e a liberdade sexual. No entanto, no início dos anos 70, trabalhar com produção autoral era bastante arriscado e foi nessa época que ela e o então marido, o francês Jacques Breyton, foram presos: “Fui presa política entre o fim de 1969 e meados de 70. Além disso, o trabalho na TV era censurado pelo regime [militar]. Então, a fotografia surgiu como alternativa de trabalhar a imagem de uma forma independente”, lembra.


© Claus Lehmann

Com três filhos pequenos – Ariane, Danielle e Frederic –, o casal apoiava a luta armada da esquerda. Herói da resistência francesa, Breyton combateu a invasão nazista em seu país na Segunda Guerra e foi torturado pela Gestapo antes de ser libertado pelas tropas americanas e vir morar no Brasil. Aqui, além de se tornar um industrial bem-sucedido, colaborou para a criação do PT (Partido dos Trabalhadores). “Não posso dizer que todo mundo deveria passar por isso, mas cresci muito naquela época”, reflete Nair sobre o tempo de repressão, antes de completar: “A prisão é como a morte, quando você fica só consigo mesmo”.

Dica da Isabela Lyrio.

A sensibilidade de Nair Benedicto, uma fotógrafa très chic

5 Comentários leave one →
  1. Wank Carmo permalink
    novembro 4, 2010 12:50 am

    Linda e guerreira Nair! Essa mulher fez história e contou várias através do seus clicks…

  2. novembro 4, 2010 1:44 am

    Adoro a Nair. Sim, uma transformadora.

  3. Wank Carmo permalink
    novembro 4, 2010 1:50 am

    Hans, quado aparecerás por aqui?
    Cadê aquela bonita foto que fizeste do
    seu amigo lá no escambo do PEF?
    Gd abs

  4. novembro 4, 2010 4:55 pm

    Nair é um fotógrafa fantástica, uma mulher incrível… trasnformação com certeza é palavra que se aplica a Nair… como já disse a Cia, Bendita Benedito!

  5. Claudio Versiani permalink*
    novembro 4, 2010 11:39 pm

    Amigos, assino embaixo.
    Nair é uma super fotógrafa e uma grande batalhadora. A fotografia brasileira deve muito a ela.
    Eu tenho sorte de ser amigo da Nair há 30 anos.

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